Colunista

68 anos da Diocese de Palmas-Francisco Beltrão

Na quarta-feira, 14 de janeiro de 2026, nossa Diocese completa sessenta e oito anos de história no território do Sudoeste do Paraná. É bom recordarmos sempre o itinerário desta Igreja Local na sua missão evangelizadora, anunciando Jesus Cristo e sua proposta de salvação. Em 1933, o então Papa Pio XI cria a Prelazia de Palmas, desmembrada da Diocese de Lages e da Diocese de Ponta Grossa. Segundo consta, a Prelazia de Palmas foi criada pela pelo Papa Pio XI, no dia 9 de dezembro de 1933, sendo desmembrada das Dioceses de Lages e Ponta Grossa. O primeiro administrador apostólico da Prelazia Nullius de Palmas foi nomeado dia 7 de maio de 1934: Dom Antônio Mazzarotto, bispo de Ponta Grossa. Sabe-se que Mons. Fr. Carlos Eduardo de Saboia Bandeira de Mello, OFM, chegou a Palmas em 12 de dezembro de 1936, tendo sido nomeado o segundo administrador apostólico do território que abrangia a nova Prelazia correspondente aos municípios de Palmas e Clevelândia no Paraná, e ao município de Chapecó em Santa Catarina, assim como a todo o sudoeste do Paraná, ao extremo oeste de Santa Catarina e a parte de União da Vitória e Pinhão. A ordenação episcopal do Mons. Fr. Carlos aconteceu em 14 de março de 1948, e sua nomeação, em 13 de dezembro de 1947. Em 2025, o saudoso Papa Francisco elevou a Diocese de Chapecó para o título de “Arquidiocese de Chapecó”.

 

Elevação à Diocese

A elevação da Prelazia a Diocese deu-se no dia 14 de janeiro de 1958 pelo papa Pio XII, na qual há também a criação da Diocese de Chapecó. Pio XII “[…] suprimiu a Prelazia e criou a Diocese de Palmas, sufragânea da Arquidiocese de Curitiba, e nomeou Dom Carlos Eduardo de Saboia Bandeira de Mello como seu primeiro bispo”. D. Carlos Eduardo de Saboia Bandeira de Mello foi o primeiro bispo diocesano, antes fora Prelado. Dom Carlos acaba sua história terrena em Palmas no dia 6 de fevereiro de 1969. Sucedeu-lhe o Frei Capuchinho Agostinho José Sartori, que fez sua páscoa definitiva aos 06 de junho de 2012, com 83 anos. Dom Agostinho pode contar com a cooperação de um bispo auxiliar, Frei Luiz Vicente Bernetti, italiano e membro Ordem dos Agostinianos Descalços. O terceiro bispo diocesano veio do clero da Arquidiocese de Cascavel. Dom José Antônio Peruzzo, permanecendo de 2005 a 2015, quando foi transferido pelo Papa Francisco para Arquidiocese de Curitiba. E, finalmente, fui nomeado bispo de Palmas-Francisco Beltrão, no dia 27 de abril de 2016, e ordenado dia 23 de julho de 2016.  Mas, a história da diocese não se resume às nomeações de bispos somente. Conosco temos sempre um grande número de sacerdotes diocesanos e religiosos. A diocese sempre foi marcada pela vida religiosa/consagrada, as irmãs em tantas iniciativas pastorais. A Igreja conta com os diáconos permanentes e, em fevereiro próximo, serão ordenados 38 novos diáconos, homens casados, pais de famílias, vocacionados à missão evangelizadora. Temos um mar de homens e mulheres como ministros auxiliares, catequistas e várias dezenas de pastorais e movimentos coordenados pelos leigos/as, inseridos na propagação do Evangelho de Jesus Cristo.

 

Alguns números da diocese

Atualmente a área diocesana de 18.719 km², com uma população de aproximadamente 685.000 habitantes, em 2025. O número de fiéis católicos é de 515.460, de acordo com o censo 2022. Em sua estrutura própria, a Diocese de Palmas – Francisco Beltrão abrange um território de 42 municípios, sendo 47 paróquias, 4 santuários diocesanos e 1 igreja reitorada. As capelas são 1.100. Essas paróquias e municípios são divididos em sete decanatos (ou áreas de pastorais), os quais são nomeados de acordo com as cidades consideradas referência para o decanato, a saber: Dois Vizinhos, Palmas, Realeza, Pato Branco, Francisco Beltrão, São João e Barracão.

Gratidão a Deus pela Igreja Diocesana de Palmas-Francisco Beltrão pelos seus 68 anos celebrados com júbilo e esperança!

Dom Edgar Xavier Ertl – Diocese de Palmas-Francisco Beltrão

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