A vividense Giuliane Mensch, que mora há seis meses no Kuwait com o marido, relatou com exclusividade à Pallotti FM, momentos de tensão vividos nos últimos dias após o início de ataques com mísseis e drones vindos do Irã. Apesar do susto inicial, ela afirma que a situação no país está atualmente mais tranquila e sob controle das autoridades locais.
Segundo Giuliana, o momento mais preocupante ocorreu no último sábado (28), quando sirenes começaram a soar enquanto ela e o marido saíam de casa por volta do meio-dia. Eles moram próximos a uma mesquita e, no momento em que acontecia a oração, ouviram um barulho diferente e viram fumaça no céu. “Foi muito estranho e assustador. Voltamos imediatamente para casa e depois começaram a surgir as informações de que o país estava interceptando mísseis e drones”, contou.
Ela explica que os sistemas de defesa do Kuwait têm conseguido interceptar praticamente todos os ataques. O que acaba caindo em território do país são apenas estilhaços desses mísseis. Mesmo assim, houve registros de danos. Um dos fragmentos atingiu a embaixada dos Estados Unidos e outro acabou provocando a morte de uma criança, fato que gerou grande comoção.
De acordo com Giuliana, o dia mais tenso foi a segunda-feira (02), quando os moradores ouviram mais sirenes e explosões causadas pela interceptação dos mísseis. Apesar disso, a rotina da cidade segue relativamente normal. “A gente olhava pela janela e a cidade estava funcionando, carros nas ruas e pessoas trabalhando”, relatou. As únicas atividades suspensas até o momento são aulas nas escolas e eventos esportivos.
Ela também destaca que muitas informações divulgadas pela televisão e pelas redes sociais acabam transmitindo uma imagem mais dramática do que a realidade vivida no país. “Quem está no Brasil fica muito mais assustado. Aqui a vida continua, mas claro, com cautela”, afirmou.
O aeroporto do país segue fechado. Uma das alternativas seria sair por terra até a Arábia Saudita, numa viagem que pode levar de oito a dez horas, mas Giuliana explica que a decisão exige cautela.
Ela também informou que a embaixada brasileira tem prestado apoio aos cidadãos no país, auxiliando, por exemplo, na emissão de vistos de trânsito para a Arábia Saudita. No entanto, até o momento não há recomendação oficial de evacuação, já que as autoridades consideram que a situação está sob controle.

