Vivemos em um tempo marcado pela incerteza. Perguntas sobre o futuro, o sentido da vida e nosso lugar no mundo atravessam o coração humano. Assim como as mulheres a caminho do sepulcro, também caminhamos entre dúvidas e medos, carregando dentro de nós essa experiência inevitável. A incerteza faz parte da condição humana e se manifesta nas crises sociais, econômicas, políticas, polarizações e pessoais que vivemos hoje.
Diante disso, muitas vezes buscamos “fugas”: refugiamo-nos no passado, tentamos controlar o futuro ou nos perdemos no presente. Essas reações revelam nossa dificuldade de conviver com o desconhecido. No entanto, a fé cristã propõe outro caminho.
A Páscoa nos convida a olhar para Jesus, que assumiu plenamente a fragilidade humana, inclusive a incerteza, e a transformou em vida nova. Na ressurreição nasce a verdadeira esperança — não como otimismo ingênuo, mas como certeza profunda de que Deus está presente e conduz a história.
Habitar a incerteza com esperança significa permanecer, sem fugir, confiando que mesmo sem respostas imediatas, não estamos sozinhos. É permitir que o amor de Deus sustente nossos passos e transforme o medo em confiança.
Assim, tornamo-nos testemunhas de uma esperança viva, vivendo com sentido, fé e abertura ao futuro que Deus continua a construir.
Pe. Judinei Vanzeto, SAC

