A criatividade e a preocupação com o meio ambiente levaram um grupo de alunos da AABB Comunidade de Coronel Vivida a desenvolver um protótipo automatizado para triagem de materiais recicláveis. O projeto, denominado EcoApoio, foi apresentado na última quarta-feira (03) para estudantes da rede municipal de ensino e integrantes da Associação Vividense de Catadores.
A iniciativa surgiu durante as aulas de robótica realizadas em parceria com o SESI e orientadas pela professora Eduarda Polga Dorberto. O trabalho conquistou destaque e foi selecionado para representar a instituição no FICSesi (Feira de Iniciação Científica do Sesi PR), que tem como foco a divulgação e promoção de pesquisas científicas inovadoras.
Os alunos João Pedro Scusiato, Henrique Ghisolfi e Matheus Schmidt serão os responsáveis por apresentar o projeto em Londrina, nos dias 13 e 14 de agosto.
Segundo o estudante Henrique Ghisolfi, o equipamento utiliza um sensor capaz de identificar as cores dos materiais para realizar a separação automática. “O sensor detecta as cores das peças e separa cada uma nos bags corretamente”, explicou.
A professora Eduarda destaca que o robô foi criado para simular o processo de triagem realizado pelas associações de reciclagem. “peça colorida representa um tipo de material. O azul representa papel e papelão, o verde representa vidro. As crianças montaram e programaram todo o sistema para que cada material seja direcionado ao local correto”, afirmou.
Além da participação na competição estadual, o projeto tem contribuído para conscientizar a comunidade sobre a importância da separação correta dos resíduos. De acordo com a Coordenadora pedagógica da AABB Comunidade, Grasiele Ogrodowski, a proposta surgiu também após visitas realizadas pelos alunos à associação de catadores.
“Eles observaram muito lixo orgânico misturado ao reciclável. Com esse trabalho queremos despertar a conscientização ambiental e levar essa mensagem para as escolas, famílias e toda a sociedade”, destacou.
Atualmente, a AABB Comunidade atende 125 crianças e adolescentes, de 6 a 14 anos, em atividades realizadas três vezes por semana. Agora, a expectativa do grupo está voltada para a competição em Londrina. “Esperamos ficar bem colocados, mas só o fato de participar já é uma grande vitória”, concluiu a professora.

