Um grupo formado por 11 dinamarqueses e um uruguaio visitou, na sexta-feira (27), a Fazenda San Rafael, em Coronel Vivida, no Sudoeste do Paraná. A comitiva representa a DLF Seeds, cooperativa da Dinamarca considerada a maior empresa do mundo no segmento de sementes forrageiras e a sétima maior empresa de sementes do planeta.
A visita faz parte de um roteiro pela América do Sul, com o objetivo de entender as necessidades dos produtores e avaliar possíveis investimentos, principalmente no Brasil.
Segundo Michel Kazanowski, representante da PGG Wrightson Seeds no Paraná, a missão é estratégica. “Eles vieram ao Brasil para entender quais são as necessidades dos produtores, tanto de gado de corte quanto de leite, em termos de plantas forrageiras, investimentos e dificuldades dentro do sistema de produção. A ideia é direcionar investimentos em pesquisa e tecnologia para melhor atender esses produtores”, explicou.
A agenda começou em Abelardo Luz (SC), onde o grupo conheceu uma propriedade de ciclo completo de pecuária. Em Coronel Vivida, o foco foi um sistema de recria e terminação de gado de corte integrado à agricultura.
Para o Presidente do Conselho Administrativo da DLF Seeds, Christian Høegh-Andersen, a experiência tem sido positiva tanto no aspecto técnico quanto cultural. “É fantástico. Saímos da neve, na Dinamarca e encontramos um país lindo, com muita variação na paisagem. Como empresa, queremos investir para tornar a produção ainda melhor. Esse é o propósito de estarmos aqui”, afirmou.
Modelo acima da média nacional
A Fazenda San Rafael já recebeu comitivas internacionais anteriormente, incluindo grupos da China e do Uruguai. Para o Gerente Financeiro do Grupo San Rafael, Fernando Garbim, o intercâmbio é uma oportunidade de mostrar a força do agro brasileiro. “Muitas vezes o Brasil não é tão conhecido como deveria em outros países. É um prazer enorme receber essa comitiva e mostrar o que fazemos no dia a dia: plantação, pasto, criação e confinamento”, destacou.
Um dos diferenciais da propriedade é a alta taxa de lotação. Enquanto a média nacional gira em torno de duas cabeças de gado por hectare, na fazenda o número chega a 14 animais por hectare, todos a pasto. “Temos um modelo de pecuária diferente do que o Brasil trabalha hoje. Estamos muito acima da média nacional”, explicou o gerente da fazenda, Fernando Jacob.
Experiência além dos negócios
Além das reuniões técnicas e visitas às áreas produtivas, os diretores também tiveram contato com a cultura do campo brasileiro. Eles aprenderam técnicas de laço, tradição forte na região Sul.
“É impressionante a habilidade com as mãos, a combinação entre o homem, o cavalo, as ferramentas e o gado. Na Dinamarca, não temos tanto gado de corte”, comentou integrante da DLF Seeds, Jens Ellegaard.
A comitiva segue agora para a Argentina e o Uruguai, onde dará continuidade às reuniões estratégicas para definir investimentos na América do Sul. A expectativa é que as informações coletadas durante a visita contribuam para fortalecer parcerias e ampliar a presença da empresa, inclusive no Brasil.
A passagem pelo Paraná reforça o protagonismo do agronegócio da região no cenário internacional, unindo produtividade, tecnologia e tradição no campo.
Por: Fancione Pruch

