Santo Antônio de Pádua, doutor da Igreja

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13 de junho, memória de Santo Antônio de Pádua, presbítero e doutor da Igreja. De batismo Fernando de Bulhões e Taveira, nascido em Lisboa. Ordenado sacerdote entre os cônegos regulares de Santo Agostinho, deixou-se fascinar pelo ideal franciscano, por ter visto os corpos dos cinco primeiros mártires franciscanos de Marrocos. Entrou no convento de Sant Antônio, de Coimbra, onde recebeu o nome de Antônio. Aspirando ao martírio, quis trabalhar nas missões entre os muçulmanos da África do Norte; mas uma doença o fez retornar para a Europa. O navio, forçado pela tempestade, teve que aportar na Sicília. Antônio então percorreu toda a Itália pregando. Em 1221 participou do Capítulo Geral da Ordem e viu São Francisco. Pregou com eficácia contra os hereges, dirigindo-se de preferência ao povo. A quaresma de 1231 assinalou o vértice de sua pregação, em que predominam as solicitações sociais. Esgotado, morreu aos trinta e seis anos em Pádua. Era o dia 13 de junho de 1231. É honrado com o título de “Doutor evangélico”. Seu culto é um dos mais populares da história e apressou sua canonização, ocorrida um ano após sua morte. No Brasil, a devoção a Santo Antônio foi uma herança deixada pelos portugueses.

Quem está repleto do Espírito Santo fala várias línguas!

Esta sempre foi a máxima de Santo Antônio. “As várias línguas são os vários testemunhos sobre Cristo, a saber: a humildade, a pobreza, a paciência e a obediência; falemos estas línguas quando os outros as veem em nós mesmos. A palavra é viva quando são as obras que falam. Cessem, portanto, os discursos e falem as obras. Estamos saturados de palavras, mas vazios de obras”. S. Antônio cita São Gregório: “Há uma lei para o pregador: que faça o que prega”. Feliz de quem fala conforme o Espírito Santo lhe inspira e não conforme suas ideias. Falemos, portanto, conforme a linguagem que o Espírito Santo nos conceder, e peçamos humilde e devotamente que derrame sobre nós a sua graça para celebrarmos alegremente os louvores ao Senhor. Ele merece o nosso louvor.

Devoto de Maria, amigo de Jesus

Desde pequenino, Antônio foi devoto de Nossa Senhora. Rezava sempre a Ela e recorria continuamente a seu socorro. E ela atendia constantemente. Um dia, por exemplo, já religioso, quando o demônio já não podia mais suportar o bem que o santo fazia, agarrou-o pelo pescoço tão violentamente que estava a ponto de enforcá-lo. Antônio já estava sem voz. Usando de suas últimas forças, pôde balbuciar as palavras da antífona mariana “O Gloriosa Domina!” No mesmo instante, o demônio fugiu espavorido. Depois de livrar-se do maligno e recompor-se, Antônio viu que a seu lado estava a Rainha do Céu, resplandecente de glória.

Sem dúvida nenhuma, foi por causa de sua devoção e de seu entranhado amor à Santíssima Virgem que um outro fato pôde acontecer. Isso porque aquele que é devoto de Maria é levado por Ela a Jesus: Certa vez Frei Antônio, já no fim de sua vida, hospedou-se na casa de uma família amiga, em Camposampiero. Quem narra este episódio é o Conde Tiso, anfitrião do Santo: “À noite, o Santo já estava nos aposentos a ele destinados, recolhido em oração. O dono da casa percebeu que uma luz forte vinha de dentro do quarto onde estava Antônio. Não poderia ser luz de velas, era forte demais, muito intensa. O Conde, vencido pela curiosidade, levantou-se e foi ver o que poderia ser aquilo. Aproximou-se do quarto e, pelas frinchas da porta deparou-se com uma cena miraculosa, como abaixo descrita:

O Santo estava arrebatado, em contemplação. A Virgem Maria, então, coloca nos braços dele o Menino Jesus. O menino enlaça seus bracinhos ao pescoço do frade e amigavelmente conversa com ele. Sentindo que estava sendo observado, o Santo procurou o Conde Tiso e o fez jurar que só depois que ele morresse o Conde contaria o que tinha visto naquela noite. Foi esse o fato que deu motivo para que Santo Antônio fosse representado em suas imagens com o Menino Jesus nos braços”.

Dom Edgar Xavier Ertl – Diocese de Palmas-Francisco Beltrão

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