VII Encontro Nacional da Lareira: quando o amor de um casal se fortalece, toda a família floresce

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O VII Encontro Nacional do Movimento Lareira (ENL) reuniu mais de duas mil pessoas nos dias 5 e 6 de setembro, em Pato Branco (PR). Com o tema “A força de Cristo na Igreja, para manter as famílias unidas”, o encontro foi marcado por momentos de fé, formação, cultura, partilha, amizade e confraternização. Casais lareiristas de mais de 75 cidades participaram da programação.

Um dos momentos especiais foi a presença de Frei Álido Rosá que, com o Frei  Hugolino Pedro Becher –  in memoriam (Ordem dos Frades Menores), no ano de 1973, em Lages-SC, criaram o Movimento de Lareira.  Nos dias 30 de agosto, 1º e 2 de setembro do mesmo ano, na Paróquia Nossa Senhora Imaculada Conceição Aparecida, em Lages, aconteceu o primeiro retiro com os casais.

Durante o encontro, também foi apresentado o Conselho Nacional da Lareira, formado por nove casais que representam o movimento em diferentes regiões do Brasil. São 53 anos de história e 43.100 casais alcançados pelo movimento.

Formação, espiritualidade e vida familiar

O professor Adroaldo Lamaison abriu as reflexões do encontro com o tema “Renovar o entusiasmo pela vida para servir com alegria”. Em sua fala, destacou a necessidade de cultivar uma força interior capaz de ajudar a enfrentar os desafios cotidianos. “Vontade não é uma coisa tranquila dentro de nós. Tem dias que estamos com vontade e tem dias que não estamos. Precisamos ter Deus dentro de nós como uma força interior que nos faz dar mais um passo e enfrentar”, afirmou. Adroaldo também refletiu sobre as emoções, a santidade e a construção da vida familiar. “Algumas emoções em nós geram o céu e outras geram o inferno. Por isso, enquanto estamos aqui na terra, temos que construir um céu, um céu em nosso coração, um céu em nossa alma, um céu em nossa família. Somos seres em construção, ninguém de nós está pronto. Precisamos ser santos. Ser santo é ser bondoso.” Outro ponto abordado pelo professor foi a importância da sensibilidade e da empatia nas relações. Segundo ele, o crescimento do individualismo tem provocado dificuldades de comunicação dentro das famílias.

Na sequência, Pe. Ederson Lochevski falou sobre a missão dos leigos na Igreja e a importância do discernimento. Ao final da reflexão, acompanhado de sua sanfona, interpretou a música De lá do Interior, do padre Zezinho.

A programação também contou com a participação de Ricardo Pereira, que refletiu sobre as juventudes contemporâneas e sua relação com a Igreja. Ao abordar os desafios enfrentados pelos jovens, questionou: “Quem são esses jovens? Quais são suas alegrias? Quais são seus medos? O que eles esperam de nós? Eu tenho dúvidas: quero pertencer, mas não quero desaparecer.”

A reflexão destacou a responsabilidade das famílias no cuidado e no cultivo de relações profundas, da espiritualidade e da convivência com as novas gerações.

Outro momento de grande emoção foi o testemunho de Ricardo Trajano, de Belo Horizonte, que compartilhou uma história de motivação e superação. Único passageiro sobrevivente do voo 820 da Varig, um Boeing 707 que decolou do Rio de Janeiro com destino a Londres, em 1973, Ricardo transformou a experiência marcada pela dor em um testemunho de coragem, fé e esperança. “Quando Deus nos permite uma segunda chance, é porque ainda existe um propósito para cumprir”, ensinou.

O primeiro dia foi encerrado com um momento de adoração ao Santíssimo Sacramento, conduzido pelo Pe. Wagner José Raitz, da Diocese de Palmas-Francisco Beltrão. A celebração foi marcada pela oração e pela reflexão sobre o perdão, a fé e a devoção a Maria Santíssima, Mãe de Jesus.

O matrimônio como missão

O segundo dia do encontro começou com a acolhida de Danilo Dyba e Karine e seguiu com a palestra do casal Ronaldo e Tatiana de Melo, da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro e integrantes da Pastoral Familiar. O tema foi “Pós-Matrimônio: missão e desafios”. Os dois refletiram sobre a missão do Setor Pós-Matrimonial e os desafios enfrentados pelos casais depois do matrimônio. Para eles, a vida conjugal exige preparação permanente, oração e disposição para amar e servir.

“A batalha final do inimigo de Deus é contra o matrimônio e a família. Nós precisamos estar preparados, pois é uma batalha diária. Para isso, precisaremos ter duas estratégias: defesa e ataque. Nossa defesa será composta de oração diária, Palavra de Deus e uma boa formação humana e cristã. O nosso ataque santo é amar o cônjuge, é fazer uma competição de quem ama mais, quem se doa mais, quem serve mais”, ensinaram. Segundo o casal, quanto mais os esposos se doam, amam e servem um ao outro, maior é a possibilidade de experimentar a felicidade e fortalecer a vida familiar.

A palestra de encerramento foi conduzida pelo Pe. José Rafael Solano, da Arquidiocese de Londrina, professor da PUC e integrante da equipe da Rede Vida de Televisão. Com o tema “Na proposta cristã, qual o papel da família na formação de homens novos?” O sacerdote refletiu sobre a responsabilidade da família na construção de uma sociedade renovada a partir dos valores do Evangelho.

Após os momentos de formação, foi realizado o protocolo de encerramento, com agradecimentos aos participantes, organizadores, voluntários e caravanas que participaram do encontro.

Uma Igreja que fortalece as famílias

O VII Encontro Nacional da Lareira foi encerrado com a Santa Missa de envio, presidida por Dom Edegar Xavier, bispo da Diocese de Palmas-Francisco Beltrão, com a participação dos demais sacerdotes presentes.

Em sua homilia, o bispo destacou o significado do encontro e relacionou a experiência vivida em Pato Branco à própria identidade do Movimento Lareira. “O fogo do Espírito Santo, o fogo do amor, da fé, da esperança e da caridade sendo aceso aqui. A Lareira é isso, esse aquecimento espiritual, esse aquecimento amoroso de fé, de esperança nas famílias e em especial nos casais”, afirmou. Dom Edegar também agradeceu a escolha da Diocese de Palmas-Francisco Beltrão e de Pato Branco para sediar o encontro. “É um privilégio da nossa diocese receber um encontro dessa proporção, que se torna quase como um cenáculo, um lugar de muita oração, de muita fé, de muito amor, de muita esperança e, acima de tudo, do fortalecimento da vida matrimonial, da vida dos casais e da família”, destacou.

Fonte: Paróquia São Pedro Apóstolo – Pato Branco

Pascom Diocesana

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